No momento em que se debate o filme Tropa de Elite, torna-se oportuno tecer algumas considerações sobre a raiz deste mal que assola a nossa sociedade moderna, a violência gratuita.
Outrora, o ser humano em sua história teve demonstrações de barbárie contra o seu semelhante motivados pelo acréscimo de riqueza, poder, dinheiro os chamados pecados capitais e tantos outros, porém, gratuidade de violência, ela um fim em si mesma, com certeza, em nossa sociedade, é um advento sem similares na história. Não podemos dizer que seja um movimento orquestrado por um líder carismático, nem tão pouco de uma facção organizada mundialmente para espalhar o terror, muito pelo contrário, é a morte por R$ 1,00, pelo olhar fora de ora, por estar no lugar errado na hora errada. Hoje a arma de fogo em nosso país é a principal causa da morte de jovens na faixa etária de 16 à 25 anos. O motivo? Deixe a sua imaginação criar o mais fútil possível.
Como se não bastasse, a população fica estarrecida perante os veículos de comunicação, ao ver, jovens, ditos, que possuem berço, família, condição material de vida, serem os responsáveis pelas cenas e fatos mais chocantes, como morte de índio e espancamento de pessoas que apenas estavam ali.
Porém, as origens desta violência gratuita esta na própria família que relegou a educação de seus filhos aos programas de tv sem critério, aos empregados domésticos de frágil, ou nenhuma, formação, as escolas sem professores capacitados e de métodos que privilegiam apenas o status social, formando seres individualistas e competitivos da pior espécie. Quando sobra tempo entre os pais, este é desperdiçado em programas vazios e novamente individuais, perdeu-se o diálogo, o interesse pelo outro, a referência da comunidade.
O ser humano tornou-se um hábil contabilista dos relacionamentos, onde dá-se ao outro apenas a medida de valor que achamos que o outro nos deu. A todo momento estamos motivando as nossas ações em tolos julgamentos de valor - “Eu amo você se você me amar...”; “Eu faço isto para você se você fizer aquilo pela minha pessoa...”; “Primeiro eu depois o outro...” – Criamos regras que regulam a nossa conduta sem perceber que cada um a sua maneira esta tentando dar o melhor de si, achamos que todos, sem exceção, têm a obrigação de saber quem nós somos e o que necessitamos, mesmo que as pessoas não tenham a mínima idéia do que sejam elas próprias. Sequer temos a noção exata do alcance das nossas ações, por menores que sejam. Em nossa sociedade criou-se a cultura de fazermos as coisas tentando nos comprometer o menos possível. Aí a contabilidade é cada vez mais negativa, deficitária.
Desarmar a população não é uma tarefa fácil, porém, esta passa pela necessidade de se agregar valor ao nosso árido convívio social. Compaixão, tolerância, respeito, cooperação, mais espiritualidade e menos religião, conforto essencial, simplicidade voluntária, qualidade de vida, discernimento para reconhecer e conviver de forma harmoniosa com as diferenças.
A moderna violência social é cultivada na distância dos nossos relacionamentos, na impessoalidade com que tratamos os problemas alheios, na tristeza e no vazio que empurramos diariamente às nossas crianças e jovens através das pequenas ações cotidianas. Não lhes damos referências e com isto, eles se perdem, se quebram, se doem.
Há muito tempo aprendi que um abraço cura grandes feridas da convivência, venho exercitando-o diariamente no seio da minha família. Tenho aprendido também que se tratarmos as coisas e pessoas ao nosso redor com um pouco mais de sagralidade, teremos a chance de um ambiente próximo mais acolhedor.
A Tropa de Elite é um convite para elegermos as tropas com as quais iremos construir o nosso próprio mundo, seja através da nossa língua, mente e atitudes. Lembrando um pensamento budista: “Pensar é criar, pense bem”.
Outrora, o ser humano em sua história teve demonstrações de barbárie contra o seu semelhante motivados pelo acréscimo de riqueza, poder, dinheiro os chamados pecados capitais e tantos outros, porém, gratuidade de violência, ela um fim em si mesma, com certeza, em nossa sociedade, é um advento sem similares na história. Não podemos dizer que seja um movimento orquestrado por um líder carismático, nem tão pouco de uma facção organizada mundialmente para espalhar o terror, muito pelo contrário, é a morte por R$ 1,00, pelo olhar fora de ora, por estar no lugar errado na hora errada. Hoje a arma de fogo em nosso país é a principal causa da morte de jovens na faixa etária de 16 à 25 anos. O motivo? Deixe a sua imaginação criar o mais fútil possível.
Como se não bastasse, a população fica estarrecida perante os veículos de comunicação, ao ver, jovens, ditos, que possuem berço, família, condição material de vida, serem os responsáveis pelas cenas e fatos mais chocantes, como morte de índio e espancamento de pessoas que apenas estavam ali.
Porém, as origens desta violência gratuita esta na própria família que relegou a educação de seus filhos aos programas de tv sem critério, aos empregados domésticos de frágil, ou nenhuma, formação, as escolas sem professores capacitados e de métodos que privilegiam apenas o status social, formando seres individualistas e competitivos da pior espécie. Quando sobra tempo entre os pais, este é desperdiçado em programas vazios e novamente individuais, perdeu-se o diálogo, o interesse pelo outro, a referência da comunidade.
O ser humano tornou-se um hábil contabilista dos relacionamentos, onde dá-se ao outro apenas a medida de valor que achamos que o outro nos deu. A todo momento estamos motivando as nossas ações em tolos julgamentos de valor - “Eu amo você se você me amar...”; “Eu faço isto para você se você fizer aquilo pela minha pessoa...”; “Primeiro eu depois o outro...” – Criamos regras que regulam a nossa conduta sem perceber que cada um a sua maneira esta tentando dar o melhor de si, achamos que todos, sem exceção, têm a obrigação de saber quem nós somos e o que necessitamos, mesmo que as pessoas não tenham a mínima idéia do que sejam elas próprias. Sequer temos a noção exata do alcance das nossas ações, por menores que sejam. Em nossa sociedade criou-se a cultura de fazermos as coisas tentando nos comprometer o menos possível. Aí a contabilidade é cada vez mais negativa, deficitária.
Desarmar a população não é uma tarefa fácil, porém, esta passa pela necessidade de se agregar valor ao nosso árido convívio social. Compaixão, tolerância, respeito, cooperação, mais espiritualidade e menos religião, conforto essencial, simplicidade voluntária, qualidade de vida, discernimento para reconhecer e conviver de forma harmoniosa com as diferenças.
A moderna violência social é cultivada na distância dos nossos relacionamentos, na impessoalidade com que tratamos os problemas alheios, na tristeza e no vazio que empurramos diariamente às nossas crianças e jovens através das pequenas ações cotidianas. Não lhes damos referências e com isto, eles se perdem, se quebram, se doem.
Há muito tempo aprendi que um abraço cura grandes feridas da convivência, venho exercitando-o diariamente no seio da minha família. Tenho aprendido também que se tratarmos as coisas e pessoas ao nosso redor com um pouco mais de sagralidade, teremos a chance de um ambiente próximo mais acolhedor.
A Tropa de Elite é um convite para elegermos as tropas com as quais iremos construir o nosso próprio mundo, seja através da nossa língua, mente e atitudes. Lembrando um pensamento budista: “Pensar é criar, pense bem”.
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